“Essa é uma noite muito importante para a humanidade porque, um artista fazer da sua morte uma obra de arte, é uma maravilha, é o sonho de todo artista. E ele realizou esse sonho.” – Zé Celso 

 

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

“Essa é uma noite muito importante para a humanidade porque, um artista fazer da sua morte uma obra de arte, é uma maravilha, é o sonho de todo artista. E ele realizou esse sonho.” As palavras do diretor José Celso Martinez Corrêa sobre o astro David Bowie, dirigidas ao público que assistiu à peça “Mistérios Gozósos” na segunda (11), foram a senha para uma grande comemoração da vida e obra do astro inglês, ao som de “Let’s Dance”, um de seus maiores sucessos.

Ao fim das três horas do musical, durante o qual a canção de Bowie aparece em versão abrasileirada, inserida na trama, Zé Celso lembrou da coincidência de eventos na mesma data – a morte de Bowie e o aniversário de 126 anos do nascimento de Oswald de Andrade, cujo poema “O Santeiro do Mangue” serviu de base para o roteiro da peça, adaptado pelo diretor.

“Nesta data de 126 anos da eternidade de Oswald de Andrade e das palavras dele aqui, acontece a morte de um dos maiores artistas de todos os tempos, um dos maiores atores, daqueles que sabe o que quer, que planeja, que criou o poema da sua própria morte, dessa grandeza que tem o David Bowie, que está com o nome escrito nas estrelas”, disse o diretor, sob aplausos.

 

David Bowie – Let’s Dance