Blog Julio O. Amado

O Festival Verão no Terreiro Contemporâneo é um espaço de debates e discussões sobre a arte negra contemporânea, tendo como objetivo  a difusão da arte negra produzida nos dias de hoje com apresentações de espetáculos oriundos de pesquisas em dança negra e capacitação de jovens bailarinos e coreógrafos nos conceitos e técnicas que integram a dança negra contemporânea.

Confira a programação completa:

PRIMEIRA SEMANA

Sexta (08/01) Festa – Abrindo o Verão no Terreiro
Horário – de 19h às 24h;
DJ Bieta
Local: Espaço Clayde Morgan, Espaço Rubens Barbote e Bar

Sábado (09/01) e Domingo (10/01)
Estreia do projeto “Nem Tão Sós” (Monólogos e Solos):
Cores da Margem, com a Cia L2C2 – Espaço Elício Pitta – 21h

SEGUNDA SEMANA

Segunda-feira (11/01)
Oficina CineLab – Diogo Nery – 19h às 22h

Terça-feira (12/01)
Oficina de Dança Afro – Prof. Muttalla – 15h as 17h
Filmes: Pedra da Memória e Pernamcubanos – Coordenação – Cineclube Atlântico Negro – 20h

Quarta-feira (13/01)
Oficina de Dança Afro – Espaço Rubens Barbot – Prof. Muttalla 15h às 17h

Quinta-feira (14/01)
Oficina de Dança Afro – Prof. Muttalla – 15h às 17h
Oficina CineLab – Diogo Nery – 19h às 22h
Oficina de Danças Populares – Grupo Dandalua – 19h as 22h

Sexta-feira (15/01) – Projeto “Nem Tão Sós”
Carolina, o luxo do lixo, com Wilson Rabelo – Espaço Rubens Barbot – 21h

Sábado (16/01)
Trabalho Pedagógico e Debate – Coordenação da Nandyala – 14h às 19h
Projeto “Nem Tão Sós”
Carolina, o luxo do lixo com Wilson Rabelo – 21h

Domingo (17/01) –
Carolina, o luxo do lixo, com Wilson Rabelo – 21h

TERCEIRA SEMANA

Segunda-feira (11/01)
Oficina CineLab – Diogo Nery – 19h às 22h

Terça-feira (19/01) –
Oficina de Dança Moderna – Prof. Beto Pacheco – 15h às 17h
Filme – Ladrões de Cinema (dir. Fernando Coni Campos) – Cineclube Atlântico Negro – 20h
Festa de Aniversário do Luiz Monteiro – 21:30h

Quarta-feira (20/01)
Oficina de Dança Moderna – Prof. Beto Pacheco – 15h às 17h

Quinta-feira (21/01)
Oficina de Dança Moderna – Prof. Beto Pacheco – 15h às 17h
Oficina CineLab – Diogo Nery – 19h às 22h

Sexta-feira (22/01) – Projeto “Nem Tão Sós”
Gaveteiro – Isto Não é Um Filme , com Gatto Larsen e direção de Allan Ribeiro – espaço Rubens Barbot – 21h

Sábado (23/01) –
Trabalho Pedagógico e Debate – Coordenação da Nandyala – 14h às 19h
Projeto “Nem tão sós”
Gaveteiro – Isto Não é Um Filme , com Gatto Larsen e direção de Allan Ribeiro – espaço Rubens Barbot – 21h

Domingo (24/01) –
Gaveteiro – Isto Não é Um Filme , com Gatto Larsen e direção de Allan Ribeiro – espaço Rubens Barbot – 21h

QUARTA SEMANA

Segunda-feira (25/01)
Oficina CineLab – Diogo Nery – 19h às 22h

Terça-feira (26/01)
Filmes de André dos Santos / Lamparina Filmes – Cineclube Atlântico Negro –20h

Quinta-feira (28/01)
Oficina CineLab – Diogo Nery – 19h às 22h
Oficina de Danças Populares – Grupo Dandalua – 19h às 22h

Sexta-feira (29/01) – Projeto “Nem Tão Sós”
ORÍ, com Calé Miranda – 21h

Sábado (30/01)
Trabalho Pedagógico e Debate – Coordenação da Nandyala – 14h às 19h
ORÍ, com Calé Miranda – 21h

Domingo (31/01) –
Teatro Infantil: Palhaçaria– 15h às 17h
Diogo Nery e Gzus

Lançamento de Livro Infantil – Nandyala – 18h – 19h

Oficina de Danças Populares e Festa – 18h às 22h
Grupo Dandalua


SERVIÇO

Ajuda de Custo com contribuição consciente. Sugestão dos organizadores – R$20

Informações e contatos: Fone 2168.6099 – 9 9144.8624
Email – associcao.terreiro@gmail.com
Terreiro Contemporâneo – Rua carlos de Carvalho 53 –

O Instituo Moreira Salles/RJ está com uma exposição de obras do cartunista Cássio Loredano. Com o tema Rio, papel e lápis, o público poderá prestigiar uma coletânea de 61 desenhos do artista, produzidos entre os anos de 2014 e 2015. O percurso de “Rio, papel e lápis” é o das andanças de Loredano pela cidade. Começa na igrejinha de Nossa Senhora da Cabeça, no Jardim Botânico, e termina na ponte dos Jesuítas, em Santa Cruz, no extremo oposto do município. Os desenhos fazem parte do acervo do IMS.

Artista com 40 anos de carreira, consagrado no Brasil e no exterior, Loredano já trabalhou para jornais como O Pasquim, O Globo e Jornal do Brasil, e no exterior colaborou para o Libération e El País. Para os desenhos expostos no IMS o artista utilizou  técnicas de lápis e nanquim para retratar um Rio de Janeiro de belezas arquitetônicas e fortes traços históricos, e também afetivos para o artista. As imagens renderam também um livro com mesmo título, em comemoração aos 450 anos da cidade.

Vale ressaltar que Loredano tradicionalmente trabalha com caricaturas de políticos, escritores e  personalidades como Shakespeare, Drummond. E na exposição não há pessoas, somente  monumentos e espaços urbanos. Talvez seja uma personificação do recorte arquitetônico traçado pelo artista, onde a fachada parece ter vida, expressando as impressões do mundo por meio das linhas artista . No livro, as figuras são acompanhadas de pequenos textos. A exposição segue até 24 de abril de 2016 e o Instituo Moreira Salles fica na Gávea, Rio de Janeiro.

Cássio Loredano apresenta exposição e livro “Rio, papel e lápis”

 


SERVIÇO

Rio, papel e lápis
Desenhos de Cássio Loredano
Curadoria: Julia Kovensky e Paulo Roberto Pires
Visitação: de 8 de agosto a 24 de abril de 2016
De terça a domingo, das 11h às 20h.

Instituto Moreira Salles – Rio de Janeiro
Rua Marquês de São Vicente, 476
Gávea – Rio de Janeiro – RJ
Telefone: 21 3284 7400

 

A ASCOM da  Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro fez uma retrospectiva da Cultura em 2015. Confira o balanço da Secretaria no texto abaixo.

 

Intenso, movimentado e plural são as palavras que melhor definem o ano de 2015 para a Secretaria de Estado de Cultura (SEC). No espaço desses 12 meses, a Lei de Cultura foi aprovada e, consequentemente, o Sistema Estadual e o Conselho Estadual de Política Cultural (CEPC) começaram a ser montados.

Espaços icônicos do estado comemoraram marcos importantes: os 80 anos da Biblioteca Pública de Niterói, os cinquentenários do Museu da Imagem e do Som e da Sala Cecília Meireles, os 40 anos da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, o quarto de século da Casa França-Brasil.

Visitantes ilustres compartilharam na Biblioteca Parque Estadual (BPE) e na EAV sua visão de cultura com o público fluminense, como o autor angolano Valter Hugo Mãe, o escritor moçambicano Mia Couto, a francesaAriane Mnouchkine, fundadora do Théâtre du Soleil, o filósofo e historiador da arte Georges Didi-Huberman, maisManuela Carneiro da Cunha, Maria Rita Kehls, Alexander Alberro e Richard Peña , da Universidade da Columbia – Columbia Global Center / Latin America).

Na mesma BPE ? brindada, logo no início do ano, com a certificação LEED Gold, selo ambiental conquistado pela primeira vez por uma biblioteca no Brasil e pela segunda vez por uma biblioteca na América Latina ? nasceu o Clube de Leitura Ana Maria Machado, numa manhã de festa com música, crianças e a própria homenageada.

Canais reforçados com o interior

Mas, ao passo que deu continuidade a seu trabalho na capital, a SEC também redobrou seus esforços na Baixada Fluminense e nos municípios do interior.

Canais de interlocução foram estabelecidos ou reforçados: em 10 Conferências Regionais, organizadas para se eleger os membros do CEPC, que também vêm sendo escolhidos por votação online, no portal Cultura.rj; em caravanas para divulgar editais; na grande Teia dos Pontos de Cultura, realizada em Vassouras; nas jornadas técnicas da Superintendência de Museus; nos encontros promovidos pelo Sistema Estadual de Bibliotecas; nas oficinas e palestras do Instituto Estadual de Patrimônio Cultural (INEPAC).

Os praticantes da Economia Criativa ? área na qual a SEC é pioneira desde 2009 ? tiveram muito a comemorar, com a inauguração do Balcão Crédito Cultura RJ, parceria com a AgeRio;  com a abertura do edital Coworking Rio Criativo; e com o início do segundo ciclo de incubação no Rio Criativo,  eleito uma das melhores incubadoras da América Latina pela UBI Global, órgão mundial mais importante de análise do desempenho de incubadoras.

As prefeituras do estado puderam se beneficiar da terceira fase do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Cultural dos Municípios, o PADEC, feito em parceria com a Secretaria de Articulação Institucional do Ministério da Cultura (MinC). Neste ano, o PADEC promoveu cursos de formação para gestores públicos e agentes culturais, viabilizou a implantação e a modernização de espaços culturais e financiou a aplicação de metodologia de apoio para a organização dos Sistemas Municipais de Cultura em municípios fluminenses, em parceria com a Universidade Federal Fluminense (UFF).

O investimento no interior teve outro ponto alto no resultado do edital de Microprojetos. Destinado a jovens com idade entre 15 e 29 anos, premiou 102 projetos de áreas como cultura popular, audiovisual, teatro, circo, dança, gastronomia, novas tecnologias e comunicação comunitária, oriundos de nove das 10 regiões do estado, com R$ 12.000,00, cada.

Enquanto isso, a 1ª Caravana Fluminense de Teatro e Literatura, parceria com a Escola Técnica Estadual de Teatro Martins Pena e a editora Cobogó,  percorreu nove municípios, de agosto a dezembro, levando espetáculos de produção acadêmica e debates sobre a relação do teatro com a literatura.

Os cineclubes do interior ? implantados em escolas estaduais, em 2013, através do Programa Cinema Para Todos, outra iniciativa da SEC ? ofereceram ações de formação, como sessões especiais, nas quais foram propostas reflexões e debates sobre os filmes exibidos, e oficinas, como as de produção e curadoria de mostra.

Apoio à diversidade

A diversidade deu o mote do ano, por meio de ações de peso e profundidade: o Circuito Favela Criativa (sete fins de semana consecutivos de arte e cultura que mobilizaram mais de dois mil artistas e o público de 57 comunidades da capital); os eventos comemorativos do Dia do Índio e do Dia Internacional dos Povos Indígenas; a participação na festa junina da comunidade São João, no Engenho Novo; sobretudo, o primeiro Prêmio e Cultura Afro-Fluminense, que premiou 36 iniciativas culturais de todo o estado diretamente relacionadas à temática afro-brasileira com R$ 21.000,00, cada, em emocionante cerimônia realizada na Casa do Jongo da Serrinha, em Madureira.

A música brilhou nos palcos (Egberto Gismonti, Jordi Savall e o espetáculo BACH BACH BACH foram alguns dos destaques na programação da Sala Cecília Meireles) e na quinta edição do Banda Larga, projeto de incentivo à formação de instrumentistas e mestres das bandas de música fluminenses, oferecendo cursos intensivos e gratuitos de atualização musical e de manutenção e reparo de instrumentos, ajudando, assim, a preservar esse verdadeiro patrimônio imaterial do estado. Em 2015, afora o aprendizado, o Banda Larga deu prêmios à Sociedade Musical Beneficente Euterpe Friburguense, melhor banda na categoria grande porte, e à Sociedade Musical Lira da Esperança, na categoria pequeno porte.

Brilhou também na Escola de Música Villa-Lobos: na oficina da banda norte-americana Break of Reality, na apresentação do pianista João Carlos Assis Brasil com seus alunos da turma de improviso, e no projeto Prata da Casa, momento em que professores da escola sobem ao palco do Auditório Guerra-Peixe para apresentar seus trabalhos.

Por sua vez, a leitura e o conhecimento ganharam impulso importante através do Prêmio Rio de Literatura, parceria com a Cesgranrio que recebeu impressionantes 607 inscrições, vindas do país inteiro, para disputarrecursos de R$ 220.000,00, destinados a obras de ficção e ensaios já publicados e a trabalhos inéditos de novos autores fluminenses.  A divulgação das 60 obras finalistas acontecerá em fevereiro. Os vencedores serão anunciados em junho.

Enquanto isso, o Concurso de Minicontos-Escritos mínimos, tensas histórias, primeiro certame literário realizado entre os leitores que frequentam a rede de Bibliotecas Parque, escolheu 40 trabalhos. Os vencedores ganharam um kit de livros, uma bicicleta aro 26 e um diploma de participação.

Ainda no campo de leitura, convênio firmado com o Centro Regional para o Fomento o Livro na América Latina (CERLALC), através do programa IBERBIBLIOTECAS, resultou em cursos de Mediação de Leitura, Elaboração de Projetos, Dinamização de Espaços de Leitura e Organização e Dinamização de Acervos em oito diferentes municípios do estado.

Houve também um forte trabalho de doação de livros. Ao todo, a Secretaria doou 322.733 livros para compor os acervos de espaços de leitura e para a realização de atividades culturais que envolvessem o fomento à leitura. E a SEC marcou presença na Bienal do Livro e em feiras literárias diversas, incluindo a FLIP, a FLIZO e a FLIDAM.

Dentre os editais do ano que termina, o Elipse-Programa Estadual de Fomento ao Curta Universitário, lançado também em parceria com a Fundação Cesgranrio, e com o apoio do Canal Brasil, para estimular os jovens talentos fluminenses, selecionou 12 curtas. Cada projeto receberá R$ 12.500,00 e será exibido em janeiro de 2016.

A produção audiovisual fluminense ganhou impulso, ainda, em direção ao público e ao mercado internacionais, por meio de dois editais. Um deles é o Films From Rio, parceria com RioFilme, Sebrae, Sicav, Firjan e o Festival do Rio que  selecionou seis produtores fluminenses para participar de eventos importantes, como o Festival Ventana Sur, na Argentina, e  o Festival Internacional de Cinema de Cannes, na França.  O outro é o que escolheu dois produtores em início de carreira para irem ao Rotterdam Lab, o Laboratório do Festival Internacional de Cinema de Roterdã, na Holanda, com encontro de negócios e uma agenda de painéis e sessões de debate.

Na área de preservação, o INEPAC lançou o livro Educação para o Patrimônio Cultural e celebrou importantes contratos, como o termo de comodato com a Casa da Irmandade de Valença, onde será implantado o Escritório Técnico do instituto na região do Vale da Paraíba, e o acordo com a Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro, para levantamento e classificação de seu acervo de bens móveis e integrados, visando seu tombamento. De grande relevância também foi o termo de compromisso assinado com o Grande Oriente do Brasil para a restauração do Palácio Maçônico do Lavradio.

Outro destaque do trabalho do instituto em 2015 foi a realização, com a Associação Comercial, Industrial e Turística de Cabo Frio, do Seminário Cabo-Frio-400 Anos, Patrimônio, História e Turismo.

Em 2015, houve também o lançamento do Cadastro Fluminense de Museus, cujo objetivo é atualizar as informações dos equipamentos do Rio para o processo de credenciamento das instituições, um instrumento de organização e compartilhamento de dados sobre os museus do estado, facilitando a integração e comunicação entre eles e abrindo espaço para a implantação da Política Estadual de Museus. Também foi lançado este ano o aplicativo Casa da Marquesa de Santos/ São Cristóvão Cultural, um ?olho mágico?, por assim dizer, para se explorar aquela construção, datada de 1827, e sua história até os dias de hoje, quando está sendo restaurada para abrigar o Museu da Moda Brasileira.

 

Programação intensa nos equipamentos da SEC

O Museu do Ingá teve uma programação variada, ao longo do ano, que incluiu a mostra Trajetórias-Ingá: do Palácio ao Museu do Estado, um resgate da história fluminense e do próprio museu através de plataformas interativas, com curadoria de Carlos Fernando Andrade e Andréa Telo da Corte; e a exposição União Indústria: uma estrada para o futuro, parceria com a Fundação Museu Mariano Procópio, com fotografias, mapas e litografias sobre a construção da rodovia que ligou o Rio a Juiz de Fora no século XIX.

Sucessos de público e crítica (Chacrinha, o MusicalA Ópera do Malandro, o projeto Quartas de Humor, The Lyons, Santa Joana dos Matadouros e o infantil Patrícia Piolho) foram montados nos teatros da rede estadual (como o João Caetano e o Glaucio Gill). Artistas como Rodrigo Braga, Gilvan Barreto, Barrão e o Projeto Ponte Aérea ocuparam a Casa França-Brasil e a Galeria Laura Alvim (que ganhou o Projeto Música na Varanda para animar as tardes nos fins de semana).

O Programa Curador Visitante da EAV levou ao palacete do Parque Lage cinco curadores convidados a ministrar um curso de curta duração sobre um assunto de seu interesse, que resultava em uma exposição realizada em espaços de natureza heterogênea, tais como as Cavalariças e a Capela, salas do Palacete, o Pátio da Piscina e o Terraço, além da Torre e da Gruta nos jardins, e em outras áreas de trilha e da floresta. A escola também inaugurou este ano com Lia Rodrigues, Chacal e Aderbal Ashogun uma nova série de aulas públicas e ofereceu um Programa de Formação Gratuita de nove meses de duração, com dois níveis de formação e distintos processos de seleção, que disponibilizou 80 bolsas de estudo, mais um Programa de Residência (em Itaparica, na Bahia, e em Cali, na Colômbia.

A Casa França-Brasil ? que vai ganhar uma nova porta, debruçada sobre a Baía de Guanabara ? celebrou seus 25 anos com um baile e cinco mostras simultâneas, reunindo trabalhos de Cildo Meireles, Alfredo Jaar, Beto Shwafaty e filmes de Tamar Guimarães, Manon de Boer e Wendelien van Oldenborgh e uma seleção de documentos de exposições realizadas na Casa desde 1990. Marcou a data também a Exposição Projeto Pergunta, com curadoria do diretor da CFB, Pablo León de la Barra, que convidou o coletivo chileno Mil M2 (mil metros quadrados) e reuniu as obras ?Cruzeiro do Sul?, de  Cildo Meireles, e ?Tempos Difíceis?, de  Ivan Grilo.

 Fidelio, única ópera escrita por Ludwig van Beethoven, abriu a temporada lírica do principal palco do país dedicado às artes clássicas, o do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, com a assinatura de Christiane Jatahy na direção cênica e a de Isaac Karabtchevsky, na direção musical e regência. O TM também ofereceu as óperas Don Pasquale, de Gaetano Donizetti, com direção cênica de André Heller-Lopes e regência de Silvio Viegas, e As Bodas de Fígaro, de Wolfgang Amadeus Mozart. A ópera-bufa recebeu direção de cena de Livia Sabag e regência de Tobias Volkmann. A dança marcou presença com as produções Apoteose da Dança, espetáculo com programa duplo que reuniu as peças Age Of Innocence (músicas de Philip Glass e de Thomas Newman / coreografia de Edwaard Liang) e Sétima Sinfonia (música de Ludwig Van Beethoven e coreografia, cenários e figurinos de Uwe Scholz) e com Messias, que contou com o auxílio de cantores líricos e coreografia assinada pelo argentino Maurício Wainrot.

Ainda em 2015, o Gabinete de Leitura Guilherme Araújo abriu suas portas em Ipanema e a residência artística Casa Rio fincou raízes em Botafogo.

E, por fim, a Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro concedeu benefícios fiscais de quase R$ 80 milhões, possibilitando a realização de eventos como o Festival Panorama, o Anima Mundi e o Festival do Vale do Café.

 

 

Fonte:  Secretaria de Estado de Cultura do Rio

 

Daniel Auner é o que pode-se definir como menino prodígio da música. Nascido em Viena,  começou a estudar violino aos 5 anos de idade e aos 6 anos já tocava acompanhado de orquestra . Hoje, aos 28 anos, é professor de música na The Vienna Music Academy.  Auner está em breve turnê pelo Brasil, 1º de dezembro se apresenta em Brasilia, e, nos dias 8 e 9 de dezembro será a vez do Rio de Janeiro receber pela primeira vez o músico, com apresentações na Cidade das Artes e na Sala Cecilia Meireles. Confira a entrevista exclusiva que o “jovem mestre violinista de Viena”, como definiu o Jornal austríaco Di Presse, concedeu ao blog.

Qual foi sua motivação para estudar música e por que a escolha pelo violino?

Daniel Auner: Meus pais são músicos. Meu pai é um violoncelista e minha mãe uma pianista. O primeiro instrumento que eu toquei quando criança foi um violoncelo, eu tinha 3 anos de idade. – Infelizmente, não existem violoncelos para crianças de três anos, de modo que Luthier teve que improvisar – ele pegou uma viola e fez um um arco para que eu pudesse segurar como um cello; era meu brinquedo favorito. Mais tarde, meus pais começaram a tocar piano trio (conjunto composto de piano, cello e violino) , e eles ensaiavam em casa. Portanto, esta foi a primeira vez que eu vi o violino, e eu imediatamente quis tocar violino, e não o violoncelo.

Quais foram seus principais mestres do violino?

Daniel Auner: Meus principais professores de violino foram Christian Altenburger da Universidade de Música de Viena e Igor Ozim da Mozarteum Salzburg. Através de meus estudos, sempre tive violinistas que eu sempre admirei. De David Oistrach, Janine Jansen, Joshua Bell, Fritz Kreisler à Jascha Heifetz.

Como foi a sua estreia profissional no violino?

Daniel Auner: Ela foi gradual. Eu tinha seis anos de idade quando toquei meus primeiros concertos como solista em orquestra, mas não se pode considerar uma estreia profissional apresentações nessa idade. Eu fui sendo convidado para tocar em concertos com mais frequência, isso vem sendo um desenvolvimento constante.

Você tem preferência por algum período específico de música para violino ?

Daniel Auner: Mozart. Eu estudei em Salzburg; Eu passava todo meu tempo debruçado nos manuscritos de Mozart. Cheguei a algumas conclusões que mudaram completamente minha maneira de interpreter o instrumento – Eu tocava com os arcos de Mozart para experimentá-lo quando eu estudava lá,etc

Como foi seu primeiro encontro com a música de Mozart?

Daniel Auner: Meus pais fundaram em 1990 o Trio Vienna Mozart, um trio de piano que existe até hoje. Eles falam que quando eu era pequeno, no jardim de infância, já assobiava de cor o concerto para violino e orquestra em Ré Maior de Mozart , antes mesmo de eu começar a falar. Eles tocavam Mozart o tempo todo quando eu era bebê, eu realmente cresci com sua música.

Você tem uma preferência por alguma música para violino de Mozart?

Daniel Auner: O Mozart tardio. Infelizmente os concertos para violino de Mozart foram compostos quando ele era muito jovem ainda. Então eles são bem alegres, muito agradáveis, talvez um pouco ingênuos às vezes. Mas a qualidade dos últimos trabalhos de Mozart e a quantidade de emoções que ele colocou em suas últimas sonatas para violino ou concertos para piano são incomparáveis em relação aos seus concertos para violino. São muito mais profundos…

O que difere o Daniel Auner do álbum “Caprice Viennois” (2010) para o Daniel Auner de “Dialog Mit Mozart” (2014)?

Daniel Auner: Caprice Viennois foi uma coleção de obras compostas por violinistas famosos. A ideia era dizer ” Quem conhece seu instrumento melhor que o próprio violinista?” – de modo que esse compositor será capaz de usar todos os benefícios do instrumento até melhor que outros compositores.

O CD Dialog Mit Mozart foi um longo projeto. Quando eu comecei a estudar as partituras, os manuscritos em Salzburgo, e quando eu fui para o apartamento de Mozart e vi sua mesa próxima do piano, reparei claramente que ele compôs todas as suas obras sentado ao piano e escrevendo na sua mesinha mais próxima. Por exemplo, tornou-se evidente que as partes de violino também tinham sido compostas no piano. Se você desempenhar a parte de violino solo de uma sonata para piano, você irá frasear e articular diferentemente, já que o instrumento tem uma abordagem completamente diferente. Você vai levantar suas mãos após cada ligadura, separando e articulando mais claramente, etc

Ao tocar com o arco de Mozart ( Se referindo ao tipo de arco usado por Mozart), sente-se muita diferença no som. Tocando notas rápidas faz-se o arco soltar no ar, sem que você faça qualquer trabalho extra. Assim todas as notas rápidas tendem a saltar, etc… Comparando o manuscrito, a primeira edição e a impressão moderna observa-se muitos erros nas atuais edições, que eu queria mudar. Despois de tudo isso, eu quis fazer a gravação!

Qual é a sua análise da música composta para violino atualmente?

Daniel Auner: Há duas idéias – as convencionais e não convencionais. Eu prefiro a música onde eu possa mostrar a beleza do meu som mais do que efeitos percussivos – mas ambos podem ser muito interessantes. A peça que eu irei tocar no Rio é convencional e vai pelo estilo de música para filmes na minha opinião.

Que tipo de conselho você daria para os jovens estudantes de violino?

Daniel Auner: Pratique muitas escalas, arpejos e bastante paradas-duplas. A literatura de violino consiste principalmente nos dois primeiros, por vezes também as paradas-duplas. É importante praticar em um ambiente controlado, sem nenhum tipo de música. Somente então, eles podem se tornar suas ferramentas para produzir música de alta qualidade. Se você praticar escalas, a primeira vez que você tocar o Concerto para Violino de Beethoven, que será indiscutivelmente mais difícil de tocá-lo no palco se você estiver perdendo a confiança nas escalas e arpejos (e este concerto é composto 100% de escalas e arpejos), cada nota será perfeita.

Qual é o próximo passo em sua carreira? Há novos projetos em mente, como a gravação de um novo CD?

Daniel Auner: Sim. Eu quero gravar meu próximo CD com obras compostas em Viena entre 1900 e 1930. O período romântico tardio, Richard Strauss, Erich Wolfgang Korngold, Alexander Ziemlinsky, Gustav Mahler, Schönberg Arnold etc.


No Rio de Janeiro Daniel Auner se apresenta nos dias 8 e 9 de dezembro,sendo respectivamente no Teatro de Câmara da Cidade das Artes às 21h e na Sala Cecilia Meireles às 20h. Acompanhado da orquestra Sinfonica Brasileira, sob a regencia de Lee Mills.

“Estou na expectativa de tocar uma das mais belas peças de música com uma das melhores orquestras do mundo, e eu estou ansioso para isso há muito tempo”. Daniel Auner, referindo-se à sua apresentação no Rio de Janeiro junto à OSB.

No programa  o violinista sola na estreia brasileira de Elementos, concerto para violino escrito recentemente pelo compositor norte-americano Michael Mclean, que eleva à máxima potência os recursos de estilo do instrumento.  Os programas trazem também Ramificações, obra para conjunto de cordas do compositor romeno György Ligeti que homenageia o grande regente Sergey Koussevitzky. Sob a regência do Maestro Lee Mills, a OSB apresenta ainda outra peça escrita exclusivamente para cordas: a Fantasia sobre um Tema de Thomas Tallis, de Ralph Vaughan Williams. No concerto do dia 9, na Sala Cecília Meireles, a orquestra encerra o programa com a Sinfonia Popular, umas das mais emblemáticas criações do brasileiro Radamés Gnattali.

Informações e ingressos: www.osb.com.br

 

A partir de hoje, até o dia 7 de dezembro, o Rio de Janeiro será um grande picadeiro.  Inicia-se a 3ª edição do Festival Internacional de Circo. O público carioca poderá escolher entre 47 companhias e 45 picadeiros que estarão espalhados pela cidade.

As apresentações são gratuitas com espetáculos de artistas nacionais e internacionais, com apresentações que mostram o que há de melhor e mais moderno no universo poético do circo contemporâneo. As senhas são retiradas uma hora antes das apresentações, sujeito a lotação da casa.

O tema do festival deste ano será “Eu Rio”, em homenagem aos 450 anos da cidade. Acesse o site do Festival, programe-se e divirta-se!

Endereço: www.festivaldecirco.com.br

“Eu não tinha voz alguma quando comecei. Os professores me disseram que eu era muito nova ainda, que minha família ia gastar dinheiro à toa. Mas eu insisti, chorei muito, garanti que não me importava com bailes, namorados, festas. E comecei a cantar.”  Bidu Sayão

Theatro Municipal do Rio de Janeiro anuncia audição para vagas na Academia Bidu Sayão, voltada ao desenvolvimento de jovens cantores.

O Theatro Municipal do Rio de Janeiro anunciou ontem a criação da Academia de Ópera Bidu Sayão. Ligada à Diretoria Artística do Theatro Municipal, a Academia tem por objetivo o desenvolvimento artístico e musical de jovens cantores líricos brasileiros, abordando os aspectos teóricos e práticos do trabalho profissional em ópera.

A Academia de Ópera receberá até 16 (dezesseis) cantores, entre 18 (dezoito) e 35 (trinta e cinco) anos, para um período de residência de um ano com possibilidade de renovação por igual período, para estudos vocais, cênicos e musicais, sob a coordenação do tenor Eduardo Alvares.

Os selecionados terão acesso aos ensaios e concertos das produções da temporada 2016 do Theatro Municipal e participarão de aulas e palestras com os artistas da casa e convidados.

Os alunos selecionados não receberão bolsas ou ajuda de custo, mas serão remunerados através de um cachê artístico, caso venham a ser selecionados para alguma participação como solistas em óperas e concertos.

Como se inscrever

As inscrições poderão ser feitas de 23 de novembro a 11 de dezembro de 2015, através do e-mail academiadeopera.tmrj@gmail.com. O candidato deverá enviar, anexado ao e-mail, a ficha de inscrição (formato PDF), currículo em uma lauda (formato PDF) e cópia digitalizada do documento de identidade (formato JPG ou PDF).

No mesmo e-mail deverá encaminhar links para dois vídeos postados na internet (You Tube ou Vimeo) com árias de livre escolha cantadas em duas línguas distintas, sendo uma delas obrigatoriamente em italiano e a segunda em alemão ou em francês, interpretadas ao piano ou em apresentações ao vivo com piano ou com orquestra. Após a pré-seleção os candidatos aprovados na primeira etapa serão informados por e-mail da audição para a segunda etapa.

Ao efetivar sua inscrição o candidato manifestará sua concordância com as normas do processo de seleção, sem que possa alegar desconhecimento das mesmas.

Ao final de cada semestre de estudos, os alunos serão avaliados e poderão ter sua residência artística renovada ou não.

Para a ficha de inscrição, clique aqui.

A cantora lírica Bidu Sayão (1906-1999) conquistou o mundo da ópera sendo apelidada no exterior como “rouxinol brasileiro”. Nasceu em um sobrado na praça Tiradentes, no centro do Rio de Janeiro.  Iniciou seus estudos de canto aos 18 anos, estreou no Theatro Municipal do Rio, seguiu carreira internacional.  Bidu Sayão se tornou um dos grandes nomes da ópera do século XX. Seu prestígio pode ser observado no hall do Metropolitan Opera de Nova York, que ostenta um imenso quadro em sua homenagem.

Amanhã, 20 de Novembro, terá início o Festival Ópera na Tela, que apresentará, por meio de projeções, o melhor do cenário operístico mundial. O ambiente escolhido para montagem do projetor será o fabuloso Parque Lage, Rio de Janeiro, localizado aos pés do morro do Corcovado. O festival segue até o dia 29 de novembro.

Serão exibidas treze óperas, das quais nove são das recentes temporadas européias e inéditas no Brasil. Com exibição sempre ao ar livre, em uma tenda de cristal montada exclusivamente para o evento. Todas as produções foram filmadas entre 2013 e 2015 e serão apresentadas digitalizadas com legendas em português.

O evento seguirá para as salas de cinema de 19 cidades brasileiras, a partir de dezembro de 2015 até junho de 2016, exceto no Rio cujas projeções já terão início no próximo dia 25 de novembro. Participam do festival, além do Rio, as cidades de Aracaju, Belém, Belo Horizonte, Brasília, Campinas, Curitiba, Florianópolis, João Pessoa, Maceió, Maringá, Petrópolis, Porto Alegre, Salvador, Santos, São Luís, São Paulo, Vassouras. Outras cidades poderão integrar-se ao projeto nesse período, permitindo assim que mais pessoas tenham acesso ao festival.

A tenda de cristal terá mobiliário especial com cadeiras confortáveis para até 400 pessoas, tela gigante e alta qualidade de som e imagem. Os ingressos terão valores acessíveis (R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada). A classe artística também terá direito à meia-entrada, apresentando comprovação. Os cinemas aplicarão tarifas próximas a programação de filmes e os valores devem ser conferidos em cada bilheteria.

 

Programação Parque Lage:

Sexta-feira, 20 de novembro – ENTRADA FRANCA
AIDA, de Verdi – Teatro Alla Scala de Milano Diretor musical: Zubin Mehta
Duração: 2h30m
Orquestra e coro do Teatro Alla Scala de Milano
Elenco: Carlo Colombara, Anita Rachvelishvili, Kristin Lewis, Fabio Sartori, Matti Salminen, George Gagnidze, Azer Rza-Zada e Chiara Isotton

Sábado, 21 de novembro
DON GIOVANNI, de Mozart – Festival de Salzburg Maestro: Christoph Eschenbach
Orquestra Filarmônica de Viena
Duração: 3h03
Elenco: Ildebrando D’Arcangelo, Luca Pisaroni, Lenneke Ruiten, Anett Fritsch, Valentina Nafornita, Andrew Staples, Alessio Arduini, Tomasz Konieczny.

Domingo, 22 de novembro
TOSCA, de Puccini – Ópera de Paris Direção musical: Daniel Oren
Orquestra e coro da Ópera Nacional de Paris
Duração: 1h55m
Elenco: Martina Serafin, Marcelo Alvarez, Ludovic Tézier, Wojtek Smilek, Carlo Bosi e André Heyboer

Segunda-feira, 23 de novembro
A NOIVA DO CZAR, de Rimsky-Korsakov – Ópera Estatal de Berlim
Maestro: Daniel Barenboïm
Orquestra e coro da Ópera Estatal de Berlim
Duração: 2h32m
Elenco: Anatoli Kotscherga, Olga Peretyatko, Anita Rachvelishvili, Johannes Martin, Tobias Schabel e Pavel Cernoch

Terça-feira, 24 de novembro
NORMA, de Bellini – Gran Teatre del Liceu de Barcelona
Maestro: Renato Palumbo
Orquestra e coro do Gran Teatre del Liceu de Barcelona
Duração: 3h02m
Elenco: Gregory Kunde, Raymond Aceto, Sondra Radvanovsky, Ekaterina Gubanova, Anna Puche e Francisco Vas

Quarta-feira, 25 de novembro
O BARBEIRO DE SEVILHA, de Rossini – Ópera de Paris
Direção musical: Carlos Montanaro
Orquestra e coro da Ópera de Paris
Duração: 2h35m
Elenco: René Barbera, Carlo Lepore, Karine Deshayes, Dalibor Jenis, Orlin Anastassov, Tiago Matos e Cornelia Oncioiu

Quinta-feira, 26 de novembro
A FLAUTA MÁGICA, de Mozart – Festival de Baden Baden
Maestro: Sir Simon Rattle
Orquestra Filarmônica de Berlim
Duração: 2h30m
Elenco: Ana Durlovski, Dimitry Ivaschenko, Pavol Breslik, Kater Royal, Michael Nagy e Regula Mühlemann.

Sábado, 28 de novembro – ENTRADA FRANCA

CARMEN, de Bizet – Ópera de Lyon Direção musical: Stefano Montanari
Orquestra e coro infantil da Ópera de Lyon
Duração: 2h30m
Elenco: Josè Maria Lo Monaco, Yonghoon Lee, Giorgio Caoduro, Elena Galitskaya, Nathalie Manfrino e Angélique Noldus

Domingo, 29 de novembro
RIGOLETTO, de Verdi – Festival de Aix en Provence Direção musical: Gianandrea Noseda
Orquestra Sinfônica de Londres
Duração: 2h08m
Elenco: George Gagnidze, Irina Lungu, Arturo Chacón-Cruz, Gábor Bretz, Josè Maria Lo Monaco, Michèle Lagrange, Arutjun Kotchinian, Julien Dran, Jean-Luc Ballestra, Maurizio Lo Piccolo, Valeria Tornatore e Paggui Rasmus Kulli

Para maiores informações, acesse: http://www.operanatela.com/

Serviço:
Festival ÓPERA NA TELA – Parque Lage
Data: de 20 a 29 de novembro (27 de novembro não haverá sessão para o público)
Horário: 20h
Local: Parque Lage – R. Jardim Botânico, 414 – Jardim Botânico
Ingressos: R$20 (inteira) e R$10 (meia), vendidos antecipadamente pelos sites www.operanatela.com e https://www.bilheteriadigital.com/.Classe artística também tem direito à meia-entrada mediante comprovação.
Capacidade: 400 lugares
Classificação indicativa: Livre ou 14 anos, dependendo da obra.
Outras informações: (21) 2557-6717

O  jovem compositor e pianista Conrad Tao se apresentará nos dias 14 e 15 de novembro, no Rio de Janeiro. O regente Lee Mills conduzirá a Orquestra Sinfônica Brasileira.  Será a estreia Latino Americana da obra Pángü, de Tao. No programa também constam obras de Dmitri Shostakovich e Sergei Prokofiev.

Conrad Tao demonstrou seu talento para o piano ainda na infância, quando apresentou seu primeiro recital aos oito anos de idade e começou a compor aos 15.   O músico  coleciona participações em concertos de orquestras renomadas, como a Orquestra Sinfônica de São Francisco, a Orquestra Sinfônica de Toronto e a Orquestra do Centro Nacional de Artes do Canadá.

A obra “Pángü”  foi Composta  em 2012 quando  Tao tinha apenas 18 anos, mesma idade com a qual Dmitri Shostakovich escreveu sua 1º sinfonia  e que também ouviremos neste programa com a OSB.  O   virtuosismo ao piano de Tao  poderá ser observado com a apresentação do concerto nº 3 para piano  do compositor russo Dmitri Prokofiev.

 

14 de novembro de 2015

Série Turmalina IV – 16h – Teatro Municipal

Conrad Tao, piano

Lee Mills, regência

CONRAD TAO                    Pángü (Estreia Latino-Americana)

DMITRI SHOSTAKOVICH       Sinfonia nº 1 em fá menor, Op. 10

SERGEI PROKOFIEV             Concerto para piano nº 3 em Dó maior, Op. 26

 

Serviço:

Theatro Municipal do Rio de Janeiro – Praça Marechal Floriano s/nº, Centro

Informações do Theatro: (21) 2332‐9191/ 2332‐9005, a partir das 10h.

Bilheteria: 2332‐9005 / 2332‐9191

Classificação: Livre

Capacidade: 2237 lugares

Acesso para cadeirantes e pessoas com dificuldade de locomoção  na  entrada  lateral  do Theatro na Avenida Rio Branco.

Programação sujeita à alteração.

 

 

15 de novembro de 2015

Série Esmeralda IV – 18h – Grande Sala da Cidade das Artes

 

Conrad Tao, piano

Lee Mills, regência

CONRAD TAO                    Pángü (Estreia Latino-Americana)

DMITRI SHOSTAKOVICH       Sinfonia nº 1 em fá menor, Op. 10

SERGEI PROKOFIEV             Concerto para piano nº 3 em Dó maior, Op. 26

 

Serviço:

Cidade das Artes – Av. das Américas, 5300 – Barra da Tijuca

Bilheteria: Terça a domingo, de 13h às 19h. Em dias de espetáculo a partir das 13h até 30 minutos após o início do espetáculo. Compras e Informações através do telefone 4003-1212, pelo site www.ingressorapido.com.br, pós-venda: 4003-2051 e na bilheteria.

Telefone de informações Cidade das Artes: 21 3325-0102.

Formas de pagamento: cartões de crédito e de débito, dinheiro

Capacidade: 1.222 pessoas

Estacionamento: R$ 10 por veículo

Endereço: Avenida das Américas 5.300, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro – RJ CEP: 22793-080

 

 

 

 

 

Começam nesta quinta-feira (22/10), das 16h às 21h, em Nova Friburgo, as Conferências Regionais de Cultura do Estado do Rio de Janeiro, cujo objetivo é eleger os membros, titulares e suplentes, da sociedade civil que comporão o Conselho Estadual de Política Cultural (CEPC). Os encontros são organizados pela Secretaria de Estado de Cultura (SEC).

O CEPC, órgão colegiado deliberativo, de composição paritária, é peça integrante do Sistema Estadual de Cultura, recentemente instituído com a sanção da Lei 7035/2015, e será composto por 16 membros titulares e seus respectivos suplentes, indicados pela Secretaria de Estado de Cultura, e mais 16 membros titulares e seus respectivos suplentes, representantes da Sociedade Civil. Destes, 10 membros de cada uma das regiões do estado serão eleitos nestas Conferências Regionais de Cultura.

O calendário das Conferências Regionais de Cultura do Rio de Janeiro:

22/10/2015, das 16h às 21h, Conferência Serrana
Nova Friburgo: Teatro Municipal Laércio Rangel Ventura, Praça do Suspiro, s/nº, Centro

26/10/2015, das 16h às 21h, Conferência Costa Verde Angra dos Reis: Casa Laranjeiras. Largo do Mercado, Praça Zumbi dos Palmares, s/n Centro

27/10/2015, das 16h às 21h, Conferência Metropolitana Leste
São Gonçalo: Teatro Carequinha/E.M. Ernani Farias, Rua Oliveira Botelho, s/nº – Neves (próximo ao Detran)

17/11/2015, das 16h às 21h Conferência Metropolitana/Baixada
Nova Iguaçu: Teatro Sylvio Monteiro, Complexo Cultural Nova Iguaçu, Rua Getúlio Vargas, 51, Centro

23/11/2015, das 16h às 21h Conferência Médio Paraíba
Resende: Espaço Z, Av. Gustavo Jardim (ao lado da Rodoviária Velha) Centro

24/11/2015, das 16 às 21h, Conferência Centro Sul
Três Rios: Auditório Colégio Municipal Américo Silva (anexo Leonel Brizola), Av Prefeito Alberto Lavinas, s/n, Centro

27/11/2015, das 16h às 21h, Conferência Noroeste
Miracema: Auditório Centro Cultural Melchiades Cardoso, Praça Ary Parreiras, 156, Centro

28/11/2015, das 09h às 14h, Conferência Norte
Macaé: Teatro Municipal de Macaé, Av Rui Barbosa, 780, Centro

01/12/2015, das 16h às 21h, Conferência Baixada Litorânea
Rio das Ostras: Teatro Municipal de Rio das Ostras, Rua Leblon, Centro.

05/12/2015, das 09h às 14h, Conferência Capital
Rio de Janeiro: Teatro João Caetano, Praça Tiradentes, s/n, Centro

Confira o edital completo, com todas as informações, em:http://www.cultura.rj.gov.br/editais/editais.php

Por Maria Cristina Cabral

As três primeiras décadas do século XX conformaram um período de grandes transformações urbanas, destacando-se a continuidade da renovação da área central e a estruturação e o embelezamento da zona sul da cidade. Variação e aumento dos tipos de edificações, início do processo de verticalização, introdução de novas técnicas construtivas, como o concreto armado, decorreram desse processo de transformação sócio-urbana, que abria novos mercados para profissionais da construção civil. Muitos profissionais estrangeiros, sobretudo europeus, ilustres ou anônimos, fizeram parte da construção dessa cidade que carecia de mão de obra especializada e de arquitetos e engenheiros diplomados capazes de suprir a demanda do mercado. Projetistas, técnicos, construtores e artífices de várias nacionalidades e especialidades empregaram seus conhecimentos na construção civil e na decoração.

Além do ritmo acelerado de construção na capital da República, destacam-se duas grandes ações urbanas levadas a cabo pelo poder público, desenvolvidas em processos que duraram vários anos: a Reforma Pereira Passos, e a preparação da Exposição Internacional do Centenário da Independência em 1922. Estes grandes eventos envolveram muitos profissionais estrangeiros pelas oportunidades de trabalho que geraram, ainda que estes não tenham aqui aportado em virtude das reformas.

Augusto Malta. Vista da Marechal Floriano. c. 1921. Clique para ampliar

A Reforma Pereira Passos, que culminou com a inauguração em 1905 da Avenida Central, atual Avenida Rio Branco, reuniu dezenas de profissionais estrangeiros. Entre eles destacamos os que tiveram uma presença continuada na cidade: Adolfo Morales de los Rios (1858, Sevilha – 1928, Rio de Janeiro), espanhol que projetou o atual Museu Nacional de Belas Artes e dezesseis outras edificações da avenida, além de outras dezenas na cidade. Na época, ele era o arquiteto de maior prestígio entre nós. A empresa Jannuzzi & Irmão, maior construtora da época, gerenciada por Antonio Jannuzzi (1855, Fuscaldo – 1949, Rio de Janeiro), construiu catorze edificações e projetou onze na avenida, além de dezenas de outras, a maioria já demolida. O italiano Raphael Rebecchi projetou cinco edificações e construiu outras quatro na avenida. Raphael fundou a empresa Rebecchi & Cia, continuada por seu filho Sylvio (1883-? ), que realizou obras importantes na cidade como a sede no Centro do Museu da Imagem e do Som e a atual Escola de Música da UFRJ, ambas de 1922.

Marc Ferrez. Vista da Academia de Belas Artes. c 1910. Clique para ampliar

A preparação para a Exposição de 1922 incluiu o desmonte do Morro do Castelo e a criação da Esplanada do Castelo, incrementando o processo de crescimento no coração na cidade com novos terrenos. A dupla de arquitetos franceses Emile Louis Viret (1881-?) e Gabriel-Pierre Jules Marmorat (1882-?) projetou o Pavilhão francês e algumas outras obras importantes na cidade, como o edifício Lafont, localizado na Cinelândia e primeiro edifício de apartamentos do Rio (já demolido), e o edifício Brasília nos anos 1930.

José Augusto de Paiva Meira. Hotel Glória. Clique para ampliar

Joseph Gire (1873, Puy-en-Velay – 1933, Arbérat) foi um dos arquitetos que contribuíram indiretamente para a Exposição ao projetar os dois grandes hotéis que abrigariam convidados importantes, o Hotel Glória (1922) e o hotel Copacabana Palace (1923), ainda que este último não tenha sido inaugurado a tempo. Gire teve um importante papel na cidade ao projetar edifícios inovadores na década de 1920. Além dos hotéis citados e da reforma do Palace Hotel, Gire projetou o primeiro edifício residencial de apartamentos de luxo da Praia do Flamengo (1923) e o mais alto arranha-céu da América Latina na época, sede do jornal A Noite (1929), em parceria com Elisiário Bahiana, atualmente Edifício Joseph Gire. Considerando-se a importância dos edifícios citados e a autoria de várias residências já demolidas, o escritório de Gire esteve entre os mais prestigiosos da cidade na década de 1920.

Estima-se que mais de uma centena de profissionais estrangeiros trabalharam na cidade nesse período e contribuíram para o desenvolvimento técnico da construção civil. Mas possivelmente esse número possa ter sido ainda maior, pois muitos edifícios já foram demolidos e seus responsáveis ainda permanecem desconhecidos.

Maria Cristina Cabral é arquiteta, urbanista e doutora em História. Professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e do Programa de Pós-Graduação em Urbanismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Coordena com Rodrigo Cury Paraízo a pesquisa: “Banco de dados em Arquitetura: presença estrangeira na cidade do Rio de Janeiro”, com apoio FAPERJ

Fonte: Blog Rio Primeiras Poses