Blog Julio O. Amado

“Escrever sobre si mesmo é um trabalho engraçado”-  Bruce Springsteen

O nome do livro, ainda sem tradução para o português, será ” Burn to Run”, uma referência ao terceiro álbum do cantor, lançado pela gravadora Columbia Records em 25 agosto de 1975.  O lançamento mundial da autografia será no dia 27 de setembro de 2016. O trabalho será publicado em capa dura, ebook, e edições de áudio pela editora Simon & Schuster nos Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Austrália e Índia, e os direitos já foram vendidos para  editoras de outros nove países.

No livro, Bruce Springsteen descreve sua infância e juventude na cidade americana Freehold em Nova Jersey, em meio à “poesia, perigo, e as trevas”, que alimentaram sua imaginação. Ele reconta seu caminho implacável até tornar-se um músico, seus primeiros dias como o rei  de uma bar band em Asbury Park, e a ascensão da E Street Band. O artista  acumula ao longo de sua carreira 20 prêmios Grammys, um Oscar, dois Globos de Ouro e mais de 120 milhões de álbuns vendidos.

Confira a música “Born to Run”, que deu nome à autobiografia de Bruce Springsteen:

O livro Jardim Secreto foi o mais vendido de 2015, chegando a 1,2 milhão de exemplares vendidos no Brasil. A obra foi o primeiro livro de “arteterapia” publicado pela  ilustradora escocesa Johanna Basford. Tendo como proposta colorir jardins, o livro despertou uma verdadeira febre pelo gênero de livros  para colorir, focando o público adulto, no Brasil, aquecendo o mercado editorial que vinha tendo uma crescente queda de vendas.  Vale lembrar que recentemente a Cosac Naify, referência de livros de arte no Brasil, fechou as portas por iniciativa de seu fundador, o editor Charles Cosac.

Confira o TOP 10 dos  livros mais vendidos e os autores brasileiros  mais cultuados em 2015, segundo a Nielsen.

Os mais vendidos no Brasil:
1. Jardim Secreto (Johanna Basford)
2. Philia (Marcelo Rossi)
3. Floresta Encantada (Johanna Basford)
4. Nada a Perder 3 (Edyr Macedo)
5. Grey (E. L. James)
6. Muito Mais Que Cinco Minutos (Kéfera)
7. Ansiedade (Augusto Cury)
8. Não Se Apega Não (Isabela Freitas)
9. Eu Fico Loko (Christian Figueiredo)
10. A Herdeira (Kiera Cass)
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Top 10 autores brasileiros :
1. Padre Marcelo Rossi
2. Augusto Cury
3. Mauricio de Sousa
4. Edir Macedo
5. Paula Pimenta
6. Isabela Freitas
7. Zibia Gasparetto
8. Christian Figueiredo de Caldas
9. Kéfera Buchmann
10. Laurentino Gomes

No dia 29 de outubro de 1810, com a transferência da Real Biblioteca portuguesa para o Rio de Janeiro, originou-se a Biblioteca Nacional.

O fato está ligado à vinda da família real ao Brasil e é para celebrar essa data que foi instituído o Dia Nacional do Livro.

É verdade que existe também um Dia Internacional do Livro, comemorado a 23 de abril. Porém, considerando-se a importância desse objeto – o livro -, todas as homenagens são justificadas.

Desde o Antigo Egito, o livro foi o meio ou o veículo principal de transmissão do conhecimento. Mas nem sempre o livro teve o formato que o caracteriza nos dias de hoje, sendo feito de folhas de papel coladas ou costuradas, que contêm um texto escrito e são encadernadas no interior de uma capa.

Os livros da Antiguidade eram rolos ou cilindros feitos de papiro, uma planta da família das ciperáceas, à qual também pertence, por exemplo, o capim-cidreira. O papiro em que se escrevia era somente uma parte da planta de mesmo nome. Para isso, a planta era liberada ou livrada de suas outras partes e é da ideia de livrar ou liberar que se origina a palavra “livro”, a partir do latim “libri”.

Com o passar do tempo, o papiro foi substituído pelo pergaminho, que é a pele de um animal, geralmente de carneiros, preparada para servir de suporte para a escrita. O pergaminho tem sua origem na cidade grega de Pérgamo, na Ásia menor (atualTurquia). Sendo mais resistente que o papiro, o pergaminho podia ser costurado o que possibilitou deixar de lado os cilindros e fez surgir o códex ou códice, um objeto de formato semelhante ao do livro atual.

O papel – originário da China – chegou ao Ocidente na Idade Média e, desde então, substituiu o pergaminho na confecção de livros. Convém lembrar que até então o texto dos livros era escrito à mão. Somente em meados do século 15, o empresárioJohannes Gutemberg inventou a impressora de tipos móveis, o que agilizou a produção de livros, popularizando-os e abrindo caminho para que a edição se transformasse num processo industrial.

No Brasil, a impressão de textos também remonta à vinda da família real. O príncipe regente dom João fundou aqui a Impressão Régia, em 13 de maio de 1808. Ainda assim, durante mais de um século, grande parte dos livros que circulavam em território brasileiro ainda eram impressos na Europa. O surgimento de uma indústria editorial no Brasil data somente das décadas de 1930 e 1940.

Em outubro de 2008, um dos temas de discussão da Feira do Livro de Frankfurt – o maior evento internacional no âmbito da edição de livros – foi o livro eletrônico ou e-book que deve substituir o livro de papel num futuro próximo. Trata-se de diversos tipos de aparelhos computadorizados nos quais se vão baixar conteúdos escritos e imagens em formato digital.

Uma pesquisa realizada na Feira de Frankfurt revelou que em 2018 os livros eletrônicos já deverão ser mais vendidos do que os tradicionais livros de papel. Vale lembrar, porém, que o conteúdo de muitos livros já se encontra disponível na internet. Um site onde se podem encontrar bons livros e que merece ser visitado é oDomínio Público, do Ministério da Educação.

Da Página 3 Pedagogia & Comunicação

Fonte: Uol Educação