A Secretaria do Audiovisual (SAV), do Ministério da Cultura, prepara uma linha de financiamento de jogos eletrônicos nacionais por meio do Fundo Setorial do Audiovisual. A ideia é estimular a produção de jogos por empresas nacionais e que tratem de temas relacionados à cultura nacional.

“É uma ação em construção. Parte da premissa de que há um importante mercado de jogos eletrônicos no Brasil, que é um grande usuário de jogos, um grande consumidor disso. Temos aqui poucos jogos brasileiros desenvolvidos com a cultura brasileira no interior deles”, disse Rangel.

O mercado de games fatura no Brasil uma média de 1 bilhão por ano.  Entre 2009 e 2014 as vendas de jogos mobile cresceram 780%. O jogos mais cobiçados pelo público continuam sendo os estrangeiros.

O edital será focado em empresas brasileiras e exigirá temas da cultura nacional e talentos brasileiros em seu desenvolvimento, mas, segundo o presidente da Ancine, haverá parceria com empresas estrangeiras que lançam jogos, chamadas depublishers de games. “Nessa indústria, os publishers são internacionais. Os buscaremos para ser parceiros”, afirmou.

A elaboração dessa linha de financiamento é tema de discussão entre a Ancine, a SAV, a Empresa de Comunicação e Audiovisual de São Paulo (SPCine) e alguns produtores de jogos.

De acordo com Pola Ribeiro, o objetivo é iniciar a linha de crédito já no ano que vem, com investimentos variando entre R$ 8 milhões e R$ 10 milhões.

Nas metas da Ancine para o segundo ano do Programa Brasil de Todas as Telas, já constam a produção de 20 jogos eletrônicos.

Ribeiro adiantou que a ideia é valorizar jogos colaborativos, em vez de competitivos, e também produtos que estimulem diversas gerações, com a inclusão de todas as telas, como computadores, tablets e celulares.

 

Com informações da Agência Brasil