Na semana do natal os brasileiros e apaixonados pela língua portuguesa foram surpreendidos com o cobertor de chamas que consumiu boa parte do Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, cuja inauguração se deu no dia 20 de março de 2006.  Os responsáveis pelo museu tranquilizaram o público ao declararem que todo o acervo havia sido reservado em um back up, por se tratar de um acervo digital.

Uma das exposições do museu era sobre o etnólogo e folclorista  Câmara Cascudo, cujo falecimento se deu  em 1986.  O título da exposição: ” O tempo, eu e  vc”, que seguiria até o dia 14 de fevereiro de 2016, oferecendo ao público a oportunidade de mergulhar ludicamente no universo deste grande mestre, com áreas expositivas sobre a cozinha brasileira, das nossas crenças e lendas às nossas danças e misticismo.

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Exposição em homenagem a Câmara Cascudo (Museu da Língua Portuguesa).

A obra completa  de Câmara Cascudo engloba mais de 150 volumes.  Cascudo escreveu o “Dicionário do Folclore Brasileiro”, obra de referência no mundo inteiro. Com o livro “Geografia dos Mitos Brasileiros” recebeu o prêmio João Ribeiro da Academia Brasileira de Letras. No campo da etnografia  publicou vários livros importantes como “Rede de Dormir”,  “História da Alimentação no Brasil” e “Nomes da Terra”.

Confira um documentário,  sobre Câmara Cascudo, dirigido  pelo cineasta Walter Lima Jr. O filme conta com depoimentos de Cascudo, que foi folclorista, historiador, etnógrafo, romancista, ensaísta e pesquisador. Cascudo fala sobre sua vida e seu despertar para o estudo das festas, danças e folguedos do povo nordestino.

Conversa com Cascudo (Walter Lima Jr., 1977)