Individuais de José Bechara, Célia Euvaldo, Renata Tassinari, David Cury, Cristina Salgado, Bruno Miguel e Amalia Giacomini ficam abertas à visitação até 28 de fevereiro

O  Paço Imperial inaugurou na ultima sexta-feira (18/12), o último bloco de exposições da temporada 2015. As individuais dos artistas José Bechara, Célia Euvaldo, Renata Tassinari, David Cury, Cristina Salgado, Bruno Miguel e Amalia Giacomini ocupam todas as salas do espaço até 28 de fevereiro.

Juntas, as individuais reúnem cerca de 60 obras, entre pinturas, colagens, desenhos, textos e instalações. O carioca José Bechara  ocupa a sala do térreo do Paço com oito pinturas, sete delas em três dimensões, feitas com vidro, papel glassine, mármore e cabos de aço, que funcionam como planos, como explica o artista.

A paulistana Renata Tassinari ocupa duas salas do centro cultural com 16 trabalhos produzidos na última década, entre pinturas sobre superfícies acrílicas e desenhos a óleo sobre papel japonês. A também paulistana Célia Euvaldo apresenta cinco colagens e cinco pinturas produzidas entre 2013 e 2015. No primeiro conjunto, a artista trabalha com materiais de consistências diferentes para criar uma espécie de deformação. No segundo, por sua vez, as pinturas em óleo sobre tela recebem pinceladas ora na horizontal, ora na vertical, criando um padrão. Vanda Klabin assina a curadoria das duas individuais, ressaltando alguns pontos semelhantes entre ambas.

O piauiense radicado no Rio David Cury ocupa três salas do Paço Imperial com uma instalação inédita, que ele descreve como “uma paisagem cívica negativa”. São 15 textos irônicos, sulcados em lajes de concreto e ferro, sobre três formas de violência cotidianas: a social (“Aos que matam por hábito jamais os pardos foram tão alvos?), a política (“A ianque Dorothy Stang não voltou para casa”) e a moral (“Aqui o mal ao menos de impostura prescinde”).

A carioca Cristina Salgado apresenta a instalação No Interior do Tempo:cerca de vinte desenhos em guache e impressão sobre papel de algodão, da série Poemas Visuais Interiores (2015), estão instalados sobre duas longas paredes laterais da sala. Uma projeção de imagem em movimento, bem como cinco esculturas em ferro fundido da série Humanoinumano (1995), além de elementos diversos de mobiliário industrial obsoleto, completam a individual da artista.

Finalizando a exposição, estão os trabalhos do carioca Bruno Miguel e da paulistana radicada no Rio Amalia Giacomini. Miguel apresenta duas instalações inéditas: Essas Pessoas na Sala de Jantar e Cristaleira. Esta é composta por 150 objetos utilitários de vidro e cristal, preenchidos com resina de poliéster colorida com spray, que formam esculturas por encaixe, empilhamento ou justaposição. Aquela traz 400 composições com peças de porcelana de vários países, espuma de poliuretano, papel maché, pequenas árvores esculpidas e tinta de cores vibrantes. Amalia apresenta sete obras, duas das quais desconhecidas pelo grande público. A primeira, à entrada da sala, é composta por correntes finas na cor grafite, suspensas pelo teto, formando um grande volume. A segunda tem relação direta com a janela da sala. Composta por telas translúcidas, espécies de filtros de luz, cria um diálogo visual entre o interior e o exterior.

A atual gestora  do Paço Imperial,  Claudia Saldanha, adiantou  algumas das atrações previstas para 2016: “Em março teremos um bloco com seis artistas. Entre os nomes já confirmados estão Elisa Bracher, Marcos Veloso, Regina de Paula e Tatiana Grinder. Durante as Olimpíadas, teremos duas mostras muito bacanas que ainda estão sendo fechadas. Vamos ter também uma exposição de fotografias dos anos 1950/1960 de fotógrafos como Geraldo de Barros e Thomaz Farkas”, conclui.

Na foto: Xadrez III – Tinta acrílica e óleo sobre moldura acrílica, 200 X 400 cm de Renata Tassinari

Com informações da Secretaria Estadual de Cultura do Rio  (colaboração de Danielle Veras)


Paço Imperial 

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De terça a domingo, das 12 às 19h
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ENTRADA FRANCA