Por Rafael Bouças

Em 50 anos de carreira cinematográfica um dos maiores compositores também recebeu a sua primeira estatueta na disputa

Oscar 2016, que viagem. No ano em que completo meus 30 anos (com corpinho de 32 e cabeça de 60), fiquei feliz ao ver um certo senhorzinho italiano receber sua primeira estatueta por um trabalho na competição – no ano anterior recebeu o Oscar honorário pelo conjunto da obra, vale lembrar. Esse maestro foi o responsável por abrir minha mente quando moleque para o poder que representa a música no cinema. O nome dele é Ennio Morricone.

Morricone nasceu em 1928, em Roma, onde começou a estudar música com o pai, Mario, trompetista. Aos 12 entrou para o conservatório, onde começou a formalizar sua formação musical, voltada para o clássico. Compôs suas primeiras músicas aos seis, por incentivo familiar, mas começou sua carreira de fato em 1953, quando foi chamado pra compor para rádio algumas melodias “americanizadas”. Daí, queridos, a coisa virou um furacão; compôs mais de 500 trabalhos para cinema e TV, ganhou uns dois ou três caminhões de prêmios pela obra e tudo o mais, mostrou que no audiovisual ele é referência. Com certeza não há quem não conheça aquela música daquele faroeste, pra dizer o mínimo.

Ennio mostra pro mundo que na maioria das vezes uma boa canção transforma um filme excelente em um filme inesquecível. E apesar de ter concorrido algumas vezes, essa foi a primeira vez que ganhou um Oscar. Todos estavam no hype do Di Caprio, mas para mim, essa foi a grande vitória da celebração.

Eu queria terminar com uma música dele. Pensei em inúmeras, como the ecstasy of gold, o tema de era uma vez na américa, ou até mesmo algum tema de Os oito odiados, do Tarantino, que foi o responsável pela vitória. Mas vou deixar aqui a canção que foi uma homenagem pra outros, mas hoje serve para ele. Termino com essa parceria do gênio com a não menos genial Joan Baez. Here’s to You, Ennio. Parabéns.

Fonte: Show Música