Morreu neste sabado, 19 de dezembro, o maestro alemão Kurt Masur, aos 88 anos. Nasceu em Brieg, então na Silésia alemã, hoje a cidade polaca de Brzeg, no dia 18 de Julho de 1927. Tornou-se  um dos mais respeitados e admirados músicos da sua geração, tendo sido o responsável pela reabilitação da Orquestra Filarmônica de Nova Iorque.

A morte foi anunciada pelo presidente da Filarmônica de Nova Iorque, Matthew VanBesien, que elogiou o legado  do antigo maestro da Orquestra, que ocupou o cargo entre 1991 e 2002. Masur também dirigiu a Filarmônica de Londres, a Orquestra do Gewandhaus de Leipzig e a Orquestra Nacional da França.

Uma lesão inoperável no tendão da mão direita, aos 16 anos, impediu-o de seguir carreira como instrumentista, o que o obrigou a concentrar os seus esforços e talento na função de maestro. Esse acontecimento acabou cooperando por uma de suas marcas mais conhecidas, a condução da orquestra sem batuta, pois a lesão o impediria de segurar o bastão .

O maestro teve um relação intensa com o Brasil, tendo se apresentado diversas vezes e revelado para a regência o então trompista Roberto Minczuk, levando-o para a Alemanha e tornando-se seu professor de regência.

O maestro Kurt Masur era um apaixonado pela obra de compositores como Beethoven, Brahms, Mahler e Mendelssohn. Era um grande incentivador de novos talentos, tendo encomendado novas obras a compositores como Thomas Adès, Hans Werner Henze ou Sofia Gubaidulina.

Johannes Brahms – Sinfonia No. 2  Op. 73